Notícias

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  • Boletim FEBRAPDP - 09/10/2017
       
     
    Exclusivo
    Sanidade > Fórum reúne vanguarda do manejo de plantas daninhas no PR
     
    Amigos da Terra pela agricultura conservacionista
    Recentemente, o Fórum sobre Manejo da Resistência de Plantas Daninhas ganhou notoriedade entre a comunidade agrícola, no Oeste Paranaense. Na vanguarda de uma pauta pertinente à agricultura no país, o encontro foi organizado pela Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP), juntamente com o Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) e o Sindicato Rural Patronal de Cascavel, no dia...
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    Eficiência > Emater PR apresenta solução para melhorar qualidade do SPD
     
    Braquiária cobre todo o solo produzindo, em média, 1,5 tonelada de matéria seca por hectare
    Em todo o Estado do Paraná, a Emater trabalha para orientar o agricultor a melhorar a qualidade do Sistema de Plantio Direto, tecnologia que dispensa o revolvimento do solo para o plantio e pode contribuir para o aumento...
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    Capacitação > FMC viabiliza curso online sobre uso de herbicidas na cana
     
    Empresa disponibiliza 600 vagas para clientes participarem
    A FMC Agricultural Solutions, em parceria com a AgriLearning - Ensino a Distância do Agronegócio, proporciona uma oportunidade aos clientes para participarem de um curso online sobre o correto posicionamento de herbicidas na cultura da cana-de-açúcar. Aulas serão ministradas por Carlos Azania...
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    Artigo
    Encruzilhada para rumos sustentáveis!
    Após anos na atividade agropecuária, com muitas e impactantes mudanças, chegamos à questão: e os próximos 50 anos?
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    Franke Dijkstra
    Agricultor e pioneiro em SPD
    Agenda
    10/10 ESALQ Show
    16/10 XII Encontro Brasileiro de Substâncias Húmicas e Matéria Orgânica Natural
    17/10 2°Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio
    21/11 XIV Seminário Nacional de Milho Safrinha
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    A Newsletter da 

     

  • Workshop Sustentabilidade na gestão de recursos hídricos e resíduos sólidos

  • Exposição de material no Fórum sobre Manejo da Resistência de Plantas Daninhas

  • MICROGEO® apoia Fórum FEBRAPDP em Agronegócio

    A empresa incentiva a adubação biológica para melhoria da produtividade  

    A empresa brasileira MICROGEO® participa do Fórum FEBRAPDP em Agronegócio, no dia 20 de junho, das 7h45 às 16h, em Rio Verde (GO). Promovido pela Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP), a programação do evento contará com duas palestras dedicadas ao manejo do solo. A primeira será ministrada pelo professor Dr. Rafael Otto, com o tema “Adubação, correção e nutrição nos sistemas de produção associado à construção de perfil de solos para altas produtividades de soja e milho”. A segunda ficará a cargo do professor Dr. Fernando Dini Andreote, com o tema “Biologia do solo no ambiente de altas produtividades com enfoque no uso de biológicos no sulco de plantio”.  
    Na área de exposição do evento intitulada “Amigos da Terra”, a empresa vai expor o Adubo Biológico MICROGEO®, produto multifuncional capaz de melhorar as condições do solo e favorecer o aumento da produtividade. Os participantes do Fórum poderão conhecer os benefícios proporcionados pelo MICROGEO®, com a adoção de um programa de agricultura sustentável. “Com o início da aplicação do MICROGEO®, ele reduz a compactação do solo, a erosão, pressão das pragas e doenças e aumenta o enraizamento”, lista o Gerente Regional de Vendas, Célio Mauro Santiago.  
    Os ensaios¹ sobre a Adubação Biológica MICROGEO® indicam que, quando analisada a reestruturação física do solo, houve aumento de 41% na macroporosidade, o que significa mais benefícios como agregação, retenção de umidade, grumosidade, aeração, enraizamento e eficiência do fertilizante. Na sanidade vegetal foi observado um incremento de 11% à produtividade de soja através da supressão de nematoides², graças ao uso do Adubo Biológico. 
    Como funciona o MICROGEO®?  
    O MICROGEO® é um componente balanceado para nutrir, regular e manter a produção contínua do Adubo Biológico, o qual é produzido pelo próprio agricultor, através da instalação da Biofábrica CLC (Compostagem Líquida Contínua®), em sua propriedade, com suporte da empresa. 
      
    A produção no local de aplicação é estratégica. Afinal, parte dos microorganismos, nutrientes e metabólicos envolvidos na Compostagem Líquida Contínua® são exclusivos da localidade. Esse cuidado estimula a microbiota local essencial no condicionamento das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, seja para agricultura, pecuária ou reflorestamento. 
    A Compostagem Líquida Contínua® é uma biotecnologia inovadora para a produção do Adubo Biológico pelo próprio agricultor no campo. O Adubo Biológico é aplicado via pulverização nas doses de 150 L/ha nas culturas anuais e 300 L/ha nas culturas permanentes, em qualquer temperatura, luminosidade ou mesmo umidade. 
    Fontes dos ensaios: 
    1 – CCGL Tec 2 – Fundação MT   
    Inscrições e mais informações sobre o evento:   
    Informações para a imprensa:   
    ADRIANA ROMA adriana@hd7.com.br skype: adriana-roma +55 (19) 9 9265-9955   

  • AgroBrasília 2017 recebe estande da MICROGEO®


    A empresa incentiva a adubação biológica para melhoria da produtividade  

    A empresa brasileira MICROGEO® participa da AgroBrasília, entre os dias 16 e 20 de maio de 2017, em Brasília. Com o estande de número 01, no pavilhão de negócios, a empresa vai expor o Adubo Biológico MICROGEO® multifuncional capaz de melhorar as condições do solo e favorecer o aumento da produtividade. 
    Os visitantes da AgroBrasília poderão conhecer os benefícios proporcionados pelo MICROGEO®, com a adoção de um programa de agricultura sustentável. “Com o início da aplicação do MICROGEO®, ele reduz a compactação do solo, a erosão, pressão das pragas e doenças e aumenta o enraizamento”, lista o Gerente Regional de Vendas, Célio Mauro Santiago. Ele acrescenta que os agricultores poderão conferir como o MICROGEO® pode ajudá-los a melhorar a produtividade de suas culturas.  
    Os ensaios¹ sobre a Adubação Biológica MICROGEO® indicam que, quando analisada a reestruturação física do solo, houve aumento de 41% na macroporosidade, o que significa mais benefícios como agregação, retenção de umidade, grumosidade, aeração, enraizamento e eficiência do fertilizante. Na sanidade vegetal foi observado um incremento de 11% à produtividade de soja através da supressão de nematoides², graças ao uso do Adubo Biológico. 
    Como funciona o MICROGEO®? Considerando que o MICROGEO® é um componente balanceado para nutrir, regular e manter a produção contínua do Adubo Biológico, o qual é produzido pelo próprio agricultor, com suporte da empresa. Isso é possível com a instalação da Biofábrica CLC (Compostagem Líquida Contínua®) constituída por tanque, filtro, registro e agitador, em um local com disponibilidade de água não clorada e com incidência solar, dimensionada para atender o volume de aplicação do Adubo Biológico. 
    A produção no local de aplicação é estratégica. Afinal, parte dos microorganismos e nutrientes metabólicos envolvidos na Compostagem Líquida Contínua® são exclusivos da localidade. Esse cuidado estimula a microbiota 
     
    essencial no condicionamento das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, seja para agricultura, pecuária ou reflorestamento. 
    A Compostagem Líquida Contínua® é uma biotecnologia inovadora para a produção Adubo Biológico pelo próprio agricultor no campo. Com a estrutura da Biofábrica, 15% do volume do tanque devem ter esterco ou conteúdo ruminal, outros 5% do tanque com MICROGEO® e o restante deve ser preenchido com água limpa não clorada. A mistura deve ser agitada duas vezes por semana. Depois de 15 dias, o Adubo Biológico estará pronto para ser aplicado no sulco ou via pulverização e fertirrigação, em qualquer temperatura, luminosidade ou mesmo umidade, em conjunto com defensivos químicos, biológicos e insumos foliares. 
    Fontes dos ensaios: 
    1 – CCGL Tec 2 – Fundação MT   

  • MICROGEO® participa da Expodireto Cotrijal e divulga a adubação biológica

    A empresa defende a prática para melhoria da produtividade  

    Entre os dias 06 e 10 de março, a cidade de Não-Me-Toque (RS) sedia a Expodireto Cotrijal 2017, a maior feira de agronegócio e cooperativismo da região Sul do País. Pela quinta vez no evento, a empresa brasileira MICROGEO® expõe o programa de reestruturação do solo através do Adubo Biológico MICROGEO®.   
    No estande 543 – avenida C, a empresa disponibiliza diversos recursos para que os visitantes conheçam os benefícios proporcionados pelo MICROGEO®, um programa de reestruturação do solo, que é uma ferramenta para a agricultura sustentável. No local, será montada uma biofábrica para demonstração das práticas de manejo da produção do Adubo Biológico. Outros recursos incluem a demonstração de áreas de plantio com a aplicação do Adubo Biológico MICROGEO®, além de catálogos impressos, apresentações e todo o suporte dos profissionais da empresa. 
    Com todo esse esforço, os visitantes da Expodireto Cotrijal podem conhecer os múltiplos benefícios do programa de reestruturação do solo, proporcionados pelo Adubo Biológico MICROGEO®. “Com a aplicação do Adubo Biológico MICROGEO®, ele reduz a compactação do solo, a erosão, o baixo enraizamento e a incidência de pragas”, lista o Gerente Comercial das regiões Sul e Sudeste, Jairo Finotti Pegoraro. De acordo com ele, o Adubo Biológico MICROGEO® melhora as qualidades biológicas, físicas e químicas do solo. 
    Estudos conduzidos por diversos órgãos e universidades comprovam os resultados do MICROGEO®, dentre eles, destacam-se a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL TEC), Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ – RS), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ – SP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Conheça alguns resultados de pesquisas científicas em: www.microgeo.com.br/ped 
    Como funciona o MICROGEO®? O MICROGEO® é um componente balanceado, que nutri, regula e mantem a 
     
    produção contínua do Adubo Biológico. Ele deve ser produzido na propriedade rural, com o suporte dos técnicos da empresa. Isso é possível com a instalação da Biofábrica CLC (Compostagem Líquida Contínua®) constituída por tanque, filtro, registro e agitador, em um local com disponibilidade de água não clorada e com incidência solar, dimensionada para atender o volume de aplicação do Adubo Biológico de cada propriedade. 
    A produção no local de aplicação é estratégica. Afinal, parte dos microrganismos, nutrientes e metabólitos envolvidos na Compostagem Líquida Contínua® são exclusivos da localidade. Esse cuidado estimula a microbiota nativa do solo, que atua no condicionamento das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, seja para agricultura, pecuária ou reflorestamento. 
    O Adubo Biológico MICROGEO® pode ser aplicado via pulverização ou fertirrigação, em qualquer temperatura, luminosidade ou mesmo umidade, em conjunto com defensivos químicos, biológicos e insumos foliares. 

  • Boletim FEBRAPDP - 02/08/2017
    02 de Agosto de 2017  
     
    Exclusivo
    Agricultura irrigada > Produtividade, segurança alimentar e sustentabilidade
     
    Plano de irrigação prevê 11,2 milhões de hectares em dez anos
    De acordo com os resultados da “Análise Territorial para o Desenvolvimento da Agricultura Irrigada”, promovida pelo Ministério da Integração Nacional, o Brasil possui 6,1 milhões de hectares irrigados. Conduzido em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o estudo demonstra um potencial de expansão...
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    Plataforma > Consórcio Brasil-Europa financia pesquisa para irrigação inteligente
     
    Proposta foi contemplada com recursos de 1,5 milhão de euros
    Pesquisadores brasileiros vão desenvolver métodos baseados em internet das coisas para gerenciamento inteligente de água em irrigação de precisão. A criação de uma plataforma inteligente de gerenciamento de água é o objetivo...
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    Agricultura familiar > Município gaúcho recebe incentivo a projetos de irrigação
     
    Incremento chega a 70% na produção de forragem na área irrigada comparado com o rendimento obtido na área sem irrigação
    Em Catuípe, a Emater/RS-Ascar contabiliza 40 projetos de irrigação elaborados e outros 18 em andamento. No total são 196 hectares irrigados com financiamento do Pronaf Mais Alimentos e investimento público municipal...
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    Artigo
    Vegetação nativa bem protegida por produtores brasileiros
    Um dos principais produtores de alimentos, energia e fibras, o Brasil também se destaca na preservação ambiental, com mais de 66% de seu território coberto por vegetação nativa...
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    Evaristo de Miranda, Chefe da Embrapa Monitoramento por Satélite
    Agenda
    21/08 I Congresso Brasileiro de Sistemas Integrados de Produção Agropecuária
    29/08 Fórum Brasileiro de Biodefensivos
    11/09 VIII SINTAG - Simpósio Internacional de Tecnologia de Aplicação
    19/09 Fórum de Manejo de Ervas Daninhas Resistentes a Herbicidas
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    A Newsletter da FEBRAPDP
    é um boletim exclusivo, produzido semanalmente com conteúdos que visam difundir e fortalecer o Sistema Plantio Direto e a Irrigação no Brasil

    FEBRAPDP
    Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação é Filiada à CAAPAS
    Confederação das Associações Americanas para uma Agricultura Sustentável

    Avenida Presidente Tancredo
    Neves, N° 6731
    Pq. Tecnológico de Itaipu
    Ed. das Águas, 2° andar, sl. 201
    Foz do Iguaçu - Paraná - Brasil
    +55 45 3529-2092 febrapdp@febrapdp.org.br

  • Boletim FEBRAPDP - 23/06/2017
    23 de Junho de 2017  
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    Exclusivo
    Fórum FEBRAPDP Agronegócio 2017 > Soja e milho em debate
     
    Boas práticas de manejo e alta produtividade agrícola
    Na última terça-feira, dia 20 de junho, o Fórum de Inovação em Agronegócio 2017, em Rio Verde, Goiás, promoveu debates sobre manejo do solo, produtividade e sustentabilidade com cerca de 60 produtores locais, pesquisadores e profissionais da área. Em sua segunda edição, o encontro foi realizado pela Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP), em parceria com...
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    Sanidade Vegetal > Vazio sanitário da soja gera benefícios para sojicultores
     
    Confira na reportagem o calendário completo
    No período de 15 de junho a 15 de setembro, as lavouras do Mato Grosso do Sul estão em período de vazio sanitário, ou seja, uma época em que não se pode semear ou manter plantas de soja no campo. O vazio sanitário é uma estratégia de manejo estabelecida com a finalidade de reduzir a...
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    Plantio Direto > Grupo Amigos do Solo de Chapecó completa 20 anos
     
    Duas décadas de história no Plantio Direto
    Motivados pelo então extensionista rural do Escritório Municipal da ACARESC de Chapecó, Eng. Agr. Clódis Brito, e angustiados pela necessidade de buscar soluções para os graves problemas de erosão e degradação do solo de suas propriedades, três agricultores do Distrito de Alto da Serra...
    > Leia Mais
     
    Artigo
    Integração Lavoura Pecuária Canchim
    O Sistema Plantio Direto (SPD) e a Integração Lavoura Pecuária (ILP) sempre foram praticados intensamente e de forma pioneira na Faz. Vargem...
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    Charles Louis Peeters, Engenheiro agrônomo
    Agenda
    28/06 36ª Reunião de Pesquisa de Soja
    12/07 VIII Simpósio Tecnologia de Produção de Cana-de-açúcar
    25/07 IV Encontro Regional de Plantio Direto na Palha
    01/08 7th World Congress on Conservation Agriculture
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  • Pioneira agrônoma Ana Maria Primavesi recebe homenagem da BrasilBio


    Reconhecimento aconteceu ao final do Seminário Microbiomas, no dia 9, e Diretor de P&D da Microgeo participa.

    Querida e respeitada no meio orgânico por sua enorme contribuição à agroecologia por décadas, a agrônoma Ana Maria Primavesi recebeu uma justa homenagem na Bio Brazi Fair em  nesta sexta-feira, dia 9, ao final do Seminário Microbiomas, promovido pela BrasilBio (Associação Brasileira de Orgânicos).

    Após uma manhã com palestras sobre o funcionamento da vida no solo e sua influência na alimentação e saúde dos consumidores, a agrônoma recebeu uma placa das mãos da empresária Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza, que veio à feira especialmente para a homenagem.

    Luiza, que se declara uma “apaixonada pelo Brasil”, elogiou a Bio Brazil Fair e cumprimentou Ana Maria “em nome de todas as mulheres brasileiras”. “Fazer pesquisa no nosso País já não é fácil, ainda mais por uma mulher e na área de agroecologia”, destacou.

    Muito emocionada, Ana Maria agradeceu o reconhecimento e, nascida na Áustria, diz que se considera uma irmã dos brasileiros.

    Fonte: Primeira Página
  • Revista Bio Brazil - Consciência Orgânica





  • Diretor de P&D da Microgeo® palestra no encontro do CI Orgânicos/SNA


    Um dos principais desafios do setor de orgânicos é produzir de forma sustentável, com a aplicação de insumos agrícolas permitidos, legalmente. Foto: Divulgação

    Produzir de forma sustentável, com a aplicação de insumos agrícolas permitidos legalmente, nas lavouras de alimentos orgânicos, é um dos principais desafios do setor e o caminho ainda é longo, no Brasil. Essa foi a principal temática do encontro “Produção Agrícola Sustentável – A inovação e tecnologia por meio do uso de insumos”, promovido pelo Centro de Inteligência em Orgânicos (CI Orgânicos), da Sociedade Nacional de Agricultura. O evento foi realizado no dia 15 de dezembro, na sede da SNA, Rio de Janeiro.

    Durante as palestras e mesas redondas, foram traçados o panorama atual e as perspectivas futuras para o surgimento de novos insumos sustentáveis, para suas utilizações na agricultura orgânica; soluções tecnológicas para otimização do uso de resíduos e biomassa como insumo para fertilidade do solo; adubação biológica; oportunidades para empreendedores; entre outros temas.

    Ao dar as boas vindas aos participantes do encontro, o presidente da SNA, Antonio Alvarenga, reafirmou a parceria da instituição com a sustentabilidade no campo, ao manter os projetos Organicsnet e o Centro de Inteligência em Orgânicos, além dos trabalhos de disseminação de conhecimentos e informações, principalmente, por meio das revistas A Lavoura (a mais antiga do segmento no país) e Animal Business (que completou cinco anos).

    “Nós, da SNA, promovemos a educação para o campo, por meio dos cursos de extensão livres, oferecidos na Escola Wencesláo Bello (que completará 80 anos, em 2017) e pelo curso de graduação de Medicina Veterinária, ministrado em parceria com a Universidade Castelo Branco (UCB), em nosso campus educacional e ambiental (no bairro da Penha, RJ). Em 2017, iniciaremos novos cursos de graduação em tecnologia de Agronegócio e Comércio Exterior”, informou Alvarenga, acrescentando que “ainda disseminamos informações sobre o agro por intermédio do nosso site, redes sociais (Facebook e Twitter) e revistas”.

    “O Brasil é campeão em produção agropecuária sustentável”, comenta o presidente da SNA, Antonio Alvarenga, na abertura do encontro do CI Orgânicos. Foto: Sylvia Wachsner

    De acordo com o presidente da SNA, “o Brasil é campeão em produção agropecuária sustentável”. “Nossos produtores estão produzindo, cada vez mais, com consciência ambiental. Hoje, para exportar nossos produtos agrícolas, muitos países exigem certificações de produção sustentável.”

    Ele destacou ainda a adesão, cada vez maior, dos produtores aos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e as pesquisas de novos produtos de controle biológico, em substituição aos defensivos convencionais. “Isso é produzir com sustentabilidade”, reforçou.

    Já o vice-presidente da SNA Hélio Sirimarco comentou que “a sustentabilidade é muito importante para o setor agropecuário”. A coordenadora do CI Orgânicos, Sylvia Wachsner, por sua vez, salientou que “o debate é necessário, especialmente para repassar informações a quem está começando nesse tipo de atividade agrícola ou quem precisa sempre aprimorar novas técnicas no campo”.

    Gerente de Conhecimento e Competitividade do Sebrae/RJ, Cézar Kirszenblatt destaca parceria da instituição com a SNA por meio do projeto Organicsnet e do Centro de Inteligência em Orgânicos. Foto: Sylva Wachsner
    Gerente de Conhecimento e Competitividade do Sebrae/RJ, Cézar Kirszenblatt destaca parceria da instituição com a SNA por meio do projeto Organicsnet e do Centro de Inteligência em Orgânicos. Foto: Sylva Wachsner

    SEBRAE-RJ

    Parceiro do CI Orgânicos/SNA desde 2011, o Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ) ganhou destaque na abertura do evento, quando o gerente de Conhecimento e Competitividade da instituição no Rio, Cézar Kirszenblatt, destacou os trabalhos executados: “Nossa parceria com a SNA é bastante extensa e vem sendo reforçada, ano a ano, por meio da realização de workshops e oficinas. Participamos também do projeto Organicsnet e da divulgação de artigos dos nossos técnicos nas revistas A Lavoura e Animal Business”.

    Gerente de Conhecimento e Competitividade do Sebrae/RJ, Cézar Kirszenblatt destaca parceria da instituição com a SNA por meio do projeto Organicsnet e do Centro de Inteligência em Orgânicos. Foto: Sylva Wachsner

    "Essa parceria do Sebrae em torno da produção de alimentos mais sustentáveis é muito importante. A sustentabilidade está crescendo no agronegócio, principalmente em torno de projetos integrados com a agricultura familiar. É necessário olhar as ações do mercado, sempre por meio dessas parcerias”, avaliou Mariângela Rossetto, coordenadora de Alimentos do Sebrae-RJ. “A alimentação mais saudável é um nicho para o mercado, mas para a saúde também”, completou Cézar Kirszenblatt.


    “A sustentabilidade está crescendo no agronegócio, principalmente em torno de projetos integrados com a agricultura familiar”, avaliou Mariângela Rossetto, coordenadora de Alimentos do Sebrae-RJ. Foto: Sylvia Wachsner

    AÇÕES DO MAPA

    Outro parceiro dos produtores de alimentos orgânicos no Brasil tem sido o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, conforme destacou Alfredo Mager, fiscal da Superintendência Federal de Agricultura (SFA-Mapa), que trabalha na Divisão Política e Desenvolvimento Agrícola do órgão, no Rio.

    “Seu sítio ou sua fazenda é um organismo vivo, é um sistema vivo, que deve ser preservado. Os insumos são muito importantes para a transição agroecológica, momento em que se inicia, muitas vezes, com ambientes em desequilíbrio e com o tempo se procura um ambiente menos dependente de insumos externos”, salientou.

    Na visão de Mager, “muitos produtores ainda pensam que adotar o sistema agroflorestal (SAFs), por exemplo, é só ter alguns elementos florestais , mas isso vai muito além”. “Os SAFs não implicam somente na utilização de elementos florestais em sistemas de cultivos agrícolas. Envolvem também trabalhar com sistemas mais complexos e menos dependentes de insumos, além de mais eficientes no aproveitamento dos recursos existentes.”

    “Muitos produtores ainda pensam que adotar o sistema agroflorestal, por exemplo, é só manter as matas, mas isso vai muito além”, alerta Alfredo Mager, auditor da Superintendência Federal de Agricultura (SFA-Mapa), que atua na Divisão Política e Desenvolvimento Agrícola do órgão, no Rio. Foto: Sylvia Wachsner 

    Durante sua apresentação sobre insumos agrícolas legalmente autorizados no Brasil, o auditor destacou que o Mapa desenvolveu fichas agroecológicas com as informações necessárias para os produtores de alimentos orgânicos. Ainda ressaltou que a agricultura orgânica não deve se desenvolver por meio da monocultura: “Em novos cultivos, independentemente das culturas, quanto mais biodiversos, menos problemas o produtor terá com pragas e doenças”.

    Mager ainda ressaltou que os produtos fitossanitários com uso aprovado para agricultura orgânica são legalmente estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, conforme decreto nº 6913, de 23 de julho de 2009, que alterou a regulamentação da “Lei de Agrotóxicos”. A partir daí, foi criado um registro simplificado para os produtos fitossanitários, que sejam produzidos de acordo com as especificações de referência, estabelecidas e regulamentadas com base em informações, testes e estudos agronômicos, toxicológicos e ambientais.

    Ele citou que, atualmente, 169 especificações de referência estão sendo analisadas pelo Mapa; 27 foram publicadas; 64 produtos comerciais já foram registrados; e 27 pleiteiam esse registro, que ainda passa por avaliação. Para mais informações, acesse o site do órgão federal (www.agricultura.gov.br/desenvolvimento-sustentavel) ou pelo link (encurtado) ow.ly/7UlB307jIhM.

    CERTIFICAÇÃO

    Coordenador do Programa de Aprovação de Insumos do IBD Certificações, única empresa certificadora 100% brasileira, com atuação nacional e internacional nas áreas de inspeções e certificações agropecuárias e alimentícias, Álvaro Garcia relatou que o mercado de insumos químicos movimenta, anualmente, algo em torno de dez bilhões de dólares.

    Baseando-se em sua experiência de 15 anos na área, ele acredita que substituir os agroquímicos pelo controle biológico ainda é um desafio muito grande para a agricultura orgânica do país, no entanto, há boas notícias para esse setor: “O IBD desenvolve o trabalho de certificação da agricultura orgânica, mas nosso trabalho acaba convergindo, se estendendo para a convencional também. Hoje, no Brasil, existe uma demanda muito grande por novas tecnologias e insumos agrícolas mais sustentáveis para o campo, tanto pela agricultura orgânica quanto pela convencional”, garantiu Garcia, durante a palestra “Panorama atual e perspectivas futuras para surgimento de novos insumos sustentáveis aprovados para uso na agricultura”.


    Coordenador do Programa de Aprovação de Insumos do IBD Certificações, Álvaro Garcia diz que substituir os agroquímicos pelo controle biológico é um desafio muito grande para a agricultura orgânica no país. Foto: Sylvia Wachsner 

    De acordo com ele, atualmente, o Brasil conta com uma lista de insumos autorizados para a produção orgânica. “Ideal seria poder produzir o próprio insumo na própria propriedade, mas ainda não é possível”, ponderou.

    Garcia contou que o trabalho de certificação é bem extenso: “Nosso trabalho vai além da avaliação. Ele passa pelo controle de qualidade dos produtos, pela gestão ambiental, agregando mais confiança ao produto final. Para tanto, conseguimos a acreditação da ISO 17065, pelo IOAS (Internacional Organic Accreditation Service)”.

    Durante sua palestra, o coordenador do IBD também citou o panorama do Programa de Aprovação de Insumos da empresa certificadora, que vem apresentando um aumento da procura por grandes fabricantes de insumos, que querem aderir ao Programa, graças ao surgimento de novas bases biológicas e a um reforço maior na restrição do uso de defensivos agrícolas, além da tendência de proibição da utilização desses produtos na agricultura, especialmente na convencional.

    Em sua opinião, a produção orgânica brasileira passa por um momento interessante: “Temos vivenciado o surgimento de novas tecnologias de bases biológicas para liberação de nutrientes no solo, por exemplo. Com o controle biológico, aumenta a sustentabilidade do agro, principalmente porque, hoje, temos mercados mais exigentes quanto a isso”.

    Para Garcia, o atual cenário é de suma importância, porque o aparecimento de novas pragas no campo é maior que a criação de novas moléculas de foco de controle. “Somente com o controle químico, não teríamos alimentos no futuro, assim como temos hoje. Daí, a necessidade de se fazer o controle biológico.”

    Para mais informações sobre o trabalho do IBD Certificações, acesse www.ibd.com.br.

    RESÍDUOS E FERTILIDADE DOS SOLOS

    No encontro do CI Orgânicos/SNA, ao ministrar a palestra “Soluções tecnológicas para otimização do uso de resíduos e biomassa como insumo para fertilidade do solo”, o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – Unidade Agrobiologia (Seropédica/RJ) Ednaldo da Silva Araújo lançou a principal pergunta: “É possível ofertar insumos orgânicos padronizados, com qualidade física, química, biológica e com preços viáveis para uso na agricultura no Brasil?”.

    Para o especialista, a resposta é sim, no entanto, ponderou dizendo que, “quando falamos em produção sustentável, precisamos pensar em três eixos: econômico, social e ambiental”.


    “Quando falamos em produção sustentável, precisamos pensar em três eixos: econômico, social e ambiental”, diz o pesquisador Ednaldo da Silva Araújo, da Embrapa Agrobiologia. Foto: Sylvia Wachsner

    Conforme Araújo, é importante saber que os “solos do Brasil não são naturalmente ricos em nutrientes”. Por isso, a adubação verde e a compostagem vêm ganhando cada vez mais espaço no meio rural. Ainda assim, ele comentou que alguns insumos destinados à produção orgânica podem sair bem caro para o produtor, a exemplo da torta de mamona, que “é padronizada, fácil de ser guardada e comercializada, mas acaba ficando dispendiosa, porque parte do nitrogênio se perde pela volatilização”.

    Por causa disso, em breve, podem surgir novos fertilizantes orgânicos, no mercado, a exemplo do N-Verde, “que tem a mesma eficiência da torta de mamona, é mais barato, mas ainda está em fase de pesquisas”. Para mais informações sobre o trabalho da Embrapa, acesse www.embrapa.br (na busca do site, escreva “adubação biológica” e logo localizará diversos informativos sobre o tema).

    ADUBAÇÃO BIOLÓGICA

    Na sequência de palestras ministradas durante o encontro do CI Orgânicos/SNA, o agrônomo Paulo D’Andreia, da empresa Microgeo, destacou a importância da adubação biológica. Apesar dos avanços, em sua opinião, “o grande agricultor ‘está insustentável’, porque a tecnologia não está garantindo sua lucratividade”.


    “O grande agricultor está ‘insustentável’, porque a tecnologia não está garantindo a lucratividade”, ressalta o agrônomo Paulo D’Andreia, da empresa Microgeo. Foto: Sylvia Wachsner

    Resumidamente, ele explicou que o meio ambiente é dividido em biogeografia e biodiversidade: “Existem unidades biológicas diferentes dentro de um meio ambiente e isso é biogeografia”.

    Produto que leva o nome da empresa, “o Microgeo é um exclusivo componente balanceado que, ao alimentar os microrganismos do conteúdo ruminal em Compostagem Líquida Contínua (CLC®), produz o adubo niológico. Por se tratar de um produto inteligente e 100% natural, MICROGEO® está alinhado com a legislação em vigor e com a preocupação global com a saúde e o bem-estar”, explica a companhia, pelo próprio site www.microgeo.com.br.

    MAIS NOVIDADES

    Última do encontro do CI Orgânicos/SNA, a palestra “Controle natural de formigas cortadeiras” foi ministrada pelo engenheiro agrônomo Roberto Maegawa, da empresa Bioisca, que funciona em São Paulo (www.bioisca.com.br). Na ocasião, ele apresentou o Bioisca, um produto da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec), localizada na região de Franca (SP). A instituição conta, atualmente, com mais de 2.220 cooperados e 222 funcionários, espalhados por seis unidades na região da Alta Mogiana (SP).

    De acordo com Maegawa, “o Bioisca é o primeiro produto natural, disponível no mercado nacional e internacional, com uso aprovado para o controle de formigas cortadeiras, na agricultura orgânica”.

    Ele ainda informou que, ao buscar inovações tecnológicas diante de um problema comum para todo produtor rural – a formiga cortadeira –, a Cocapec iniciou estudos de pesquisa, em 2003, com o objetivo de validar um produto que fosse realmente eficaz e com um princípio ativo totalmente natural, que não contaminasse o meio ambiente e agisse de forma sustentável.


    Roberto Maegawa apresenta o Bioisca (no detalhe), primeiro produto natural com uso aprovado para a agricultura orgânica, existente no mercado nacional e mundial, para controle de formigas cortadeiras. Foto: Sylvia Wachsner

    Depois de todo o processo de desenvolvimento e pesquisa, a Cooperativa criou o Bioisca, já devidamente registrado pelo Ministério da Agricultura, pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    Maegawa ainda garantiu que o produto é fitossanitário, com aplicabilidade aprovada para a agricultura orgânica, por meio da Coordenação de Agroecologia (Coagre), da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do Mapa; e certificado pelo IBD Certificações para o combate de formigas cortadeiras.


    Bióloga Maria do Carmo de Araujo Fernandes, do Programa Rio Rural da Pesagro-Rio, durante mesa redonda sobre oportunidades da agricultura orgânica. Foto: Sylvia Wachsner

    Para finalizar o encontro, foi promovida uma mesa redonda para debater “As oportunidades para empreendedores em investimentos e inovação na agricultura orgânica e na convencional sustentável”, coordenada por Álvaro Garcia (IBD Certificações), com a participação, entre outras, da bióloga Maria do Carmo de Araujo Fernandes, do Programa Rio Rural, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio).

    Em parceria com as engenheiras agrônomas Eliane Conde Barroso Leite e Viviane Ernandes Moreira, ela divulgou, em 2008, a publicação “Defensivos Alternativos”, que pode ser encontrada, gratuitamente, pelo link (encurtado): ow.ly/bJcC307jp6y. Acesse ainda ow.ly/Wtxq307jLjq (link específico do site da Pesagro).

    Por equipe SNA/RJ, 21.12.2016

  • MICROBIOMAS: DIVERSIDADE BIOLÓGICA DO SOLO E RELAÇÃO COM A ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E A VIDA NO PLANETA

    Seminário da Associação Brasileira de Orgânicos - BrasilBio na BIOBRAZILFAIR 2017 e Homenagem à agrônoma 
    Ana Maria Primavesi pela sua inestimávelcontribuição à Agricultura Orgânica, à Agroecologia e à Educação do setor

    A vida no solo é composta por uma ampla biodiversidade, em grande parte ainda desconhecida e pouco explorada. Por exemplo, em um único grama de solo, encontram-se aproximadamente 107 a 109 células vivas, divididas em cerca de 10 mil a 30 espécies. Sem essa biodiversidade, a maioria dos serviços ecossistêmicos prestados pelo solo perderia grandemente sua eficiência. Ao contrário, a existência deste universo microbiano representa um enorme potencial para a criação de inovações na área ambiental e agrícola.
     
    O seminário da BrasilBio vai mostrar como funciona essa vida no solo e como ela influencia a nossa alimentação e a nossa saúde, sob as mais variadas formas.
     
    Veja as palestras abaixo e participe!  
     
    AGENDA

    9h00 às 9h15 - Abertura pela diretoria da BrasilBio 
     
    9h15 às 9h55 -  "A conexão microbioma-hospedeiro: nunca estivemos sós"

    Fernando Andreote - Engenheiro agrônomo, doutor em Genética e Melhoramento de Plantas pela ESALQ/USP e pesquisador convidado nas Universidades de Wageningen e Groningen, na Holanda. Atualmente, é professor associado livre docente em Microbiologia do Solo da ESALQ/USP e coordenador da área de Microbiologia do Solo na Sociedade Brasileira de Microbiologia. Autor de mais de 80 trabalhos científicos na área de Microbiologia do Solo e Ambiental e editor de três revistas científicas, é também representante da International Society for Microbial Ecology no Brasil e membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências.

    9h55 às 10h35 – "Solo – Base da vida humana e planetária”

    Carin Primavesi Silveira - Engenheira civil, psicopedagoga, psicanalista, pesquisadora de neurociências, nutrição funcional e agroecologia. Autora do livro "Déficit de atenção tem solução" e há 30 anos orientadora Kumon e mantenedora de escola de educação infantil bilíngue de alemão e português Kindergarten Hänsel und Gretel.

    10h35 às 11h10 - “O papel da Nutrição Funcional na Saúde Humana e do Planeta”

    Valéria Paschoal – Nutricionista e mestre na área de Nutrição e Pediatria pela UNIFESP – EPM, é coordenadora científica e docente convidada dos cursos de Nutrição Clínica Funcional e Nutrição Esportiva Funcional da Universidade Cruzeiro do Sul e diretora da VP Centro de Nutrição Funcional. Autora de livros e editora científica da Revista Brasileira de Nutrição Funcional, é também coordenadora da Comissão Científica do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional (IBNF) e de membro de outras entidades do setor.

    11h10 às 11h30 – Debate

    11h30 às 12h00 – Homenagem à Prof. Ana Maria Primavesi, a primeira agrônoma a afirmar que o solo tem vida. 

    Inscrições gratuitas: 
    http://www.biobrazilfair.com.br/2017/credenciamento_eventos.asp

    BioBrazilFair/ Biofach America Latina – 13ª Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroeocologia
     
    Dia – 9 de junho de 2017 – Horário: 9h às 12h
    Local – Bienal do Ibirapuera - Arena Vivência – São Paulo (SP)
    Inscreva-se aqui: brasilbionet@gmail.com

  • Microbial communities associated with plan from nature to apply it in agriculture


  • O coração do solo


  • Boletim FEBRAPDP - 10/05/2017
    FEBRAPDP
    10 de Maio de 2017  
    Banner
    E xclusivo
    Rotação de plantas de cobertura > Sistema equilibrado, consciente e lucrativo
     
    Culturas de cobertura e solos estrategicamente trabalhados reduzem pragas e doenças e elevam rentabilidade
    A necessidade inicial era controlar a pressão de pragas de solo que afetava sua lavoura. A saída foi dar mais atenção à cobertura do solo e à rotação de culturas – dois dos três pilares do Sistema Plantio Direto. A partir daí, Milton Zancanaro, produtor rural em Cristalina, GO, e Jaborandi, BA, teve a chance de viver na prática conceitos...
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    Nutrição Vegetal > Microgeo divulga a adubação biológica na Agrotins
     
    Empresa defende a prática para melhoria da produtividade
    A empresa brasileira Microgeo participa da Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins), entre os dias 09 e 13 de maio de 2017, em Palmas, capital do Estado. Com o estande de número 22, no pavilhão central do evento, a empresa vai expor o Adubo Biológico Microgeo multifuncional capaz de...
    > Leia Mais
    7WCCA > Restam apenas 7 dias para submissão de resumos
     
    Em 2017, evento buscará a conexão da Agricultura Conservacionista com todas as agendas majoritárias da Sustentabilidade Mundial
    Agricultores, pesquisadores, estudantes e profissionais ligados ao setor agropecuário e ambiental podem submeter resumos que relatem suas experiências no campo ou pesquisas científicas para apresentação oral ou...
    > Leia Mais
     
    A rtigo
    Boas perspectivas para o crescimento da adoção dos Sistemas de ILPF
    Os Sistemas ILPF, ILP, ILF, IPF e ILPF fundamentam-se na intensificação do uso da terra em áreas cultivadas, na recuperação de pastagens...
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    Ronaldo Trecenti,
    Diretor da Vetor Consultoria Agroambiental
    A genda
    11/05 V Encontro Nacional sobre Resistência de Plantas Daninhas
    12/05 Expoagro Dourados-MS
    17/05 Workshop de Controle Biológico
    19/05 Dia de Campo Integração Lavoura-Pecuária-Floresta da Fundação ABC
    Parceiros FEBRAPDP - Amigos da Terra

    A Newsletter da FEBRAPDP
    é um boletim exclusivo, produzido semanalmente com conteúdos que visam difundir e fortalecer o Sistema Plantio Direto e a Irrigação no Brasil

    FEBRAPDP
    Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação é Filiada à CAAPAS
    Confederação das Associações Americanas para uma Agricultura Sustentável

    Avenida Presidente Tancredo
    Neves, N° 6731
    Pq. Tecnológico de Itaipu
    Ed. das Águas, 2° andar, sl. 201
    Foz do Iguaçu - Paraná - Brasil
    +55 45 3529-2092 febrapdp@febrapdp.org.br

     
  • Boletim FEBRAPDP - 17/04/2017
    FEBRAPDP 17 de Abril de 2017
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    Exclusivo
    Tecnologia >> Novo método monitora qualidade do Plantio Direto
     
    Ferramenta online vai qualificar o SPD. Fase de testes começa nas cooperativas do Oeste do Paraná
    A partir das decisões tomadas pelo Fórum do Agronegócio realizado em Cascavel dia 5 de maio de 2016, neste início de ano de 2017 a Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP), a Itaipu Binacional e a Fundação Parque Tecnológico de Itaipu, vem promovendo a capacitação no uso do Índice de Qualidade Participativo (IQP)...
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    7WCCA >> Submissão de resumos vai até o dia 17 de maio
     
    Experiências em SPD são tema de Congresso Mundial na Argentina
    Estão abertas as inscrições para o 7th World Congress on Conservation Agriculture, que ocorrerá entre os dias 1 a 4 de agosto, de 2017, em Rosário na Argentina...
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    Conservação do Solo >> FAO reconhece Brasil como referência mundial
     
    É preciso construir indicadores que mostrem redução da degradação
    Cerca de 150 pessoas prestigiaram o Seminário Comemorativo do Dia Nacional da Conservação do Solo, que aconteceu na última quarta-feira (12/04), no Auditório da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, em Brasília...
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    Artigo
    Desafio do Plantio Direto
    No Brasil, o maior e mais extraordinário desafio a ser enfrentado pelo Plantio Direto é sua conversão em Sistema Plantio Direto...
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    José Eloir Denardin, pesquisador da Embrapa Trigo
    Agenda
    24/04 XXII Curso de Manejo de Nutrientes e Cultivo Protegido
    16/05 AgroBrasília2017 - Feira Internacional dos Cerrados
    17/05 Workshop de Controle Biológico
    01/08 7th World Congress on Conservation Agriculture
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  • FEBRAPDP realiza primeira reunião com as empresas do projeto “Amigos da Terra”



    No dia 10 de fevereiro, ocorreu em Holambra I – SP a primeira reunião presencial com os participantes do projeto “Parceiros FEBRAPDP – Amigos da Terra”. Até o momento, 10 empresas participam dessa iniciativa: Penergetic, Microgeo, Adama, Jacto, Bayer, Dow, FMC, AGROSEM/ABRASS (Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja), Agrisus e Agrowiser.

    Estiveram presentes na reunião, 21 membros da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação, entre eles os agricultores Herbert Bartz (pioneiro do Sistema Plantio Direto na América Latina, fundador da Federação e diretor honorário), Alfonso Sleutjes (diretor-presidente gestão 2016-2018), Benedito Hélio Orlandi (São Paulo), Daniel Strobel (Rio Grande do Sul), Ingbert Dowich (Bahia), Jônadan Ma (Minas Gerais) e Lucio Damalia (Mato Grosso do Sul) representantes da Federação em seus estados como vice-presidente e os integrantes dos conselhos fiscal e deliberativo compostos por profissionais do Ministério da Agricultura, IAPAR, IRGA, Epagri, Fundação MS, Esalq, Universidade Estadual de Londrina e Universidade Positivo. Esteve presente também a representante da Associação do Sudoeste Paulista de Irrigantes e Plantio na Palha (ASPIPP) associada à FEBRAPDP, Priscila Silvério. Compareceram representantes das empresas patrocinadoras: Penergetic, Microgeo, Bayer, Dow, Agrisus e Agrowiser.
    Após apresentação das atividades realizadas no exercício de 2016, que reforçam a importância da continuidade do trabalho da FEBRAPDP com os agricultores, Jônadan Ma apresentou os objetivos do "Amigos da Terra" e agradeceu a participação dos patrocinadores. Em grupos, os patrocinadores pontuaram aspectos importantes sobre a dinâmica dos Fóruns de Inovação em Agronegócio e apresentaram sugestões, tais como: alinhamento com as expectativas do patrocinador, promoção do conhecimento físico, químico e biológico do solo, adaptação dos temas abordados conforme demandas do público de cada região, motivação do agricultor para realização das boas práticas, acompanhamento do resultado dos fóruns em cada localidade e sugestão de ampliação do Índice de Qualidade Participativo no Plantio Direto junto às empresas.
    Na ocasião, as empresas compartilharam suas expectativas em relação à parceria com a FEBRAPDP e também apresentaram sua atuação no mercado e produtos. Entre as expectativas apresentadas, Edson Corbo (Penergetic) propôs a participação da FEBRAPDP nos eventos e ações realizados pela Penergetic, Paulo D´Andrea (Microgeo) ressaltou a importância do resgate da biotecnologia através de dinâmicas no campo para auxiliar na exposição de informações para o público, Adriana Ricci (Bayer) apresentou a capacitação dos agricultores como fator importante para o manejo das plantas resistentes, Caio Rossi (Dow) sugeriu que os fóruns fossem uma ferramenta de aproximação com o agricultor para essa capacitação, Antônio Roque Dechen (Agrisus) reforçou a continuidade do foco conservacionista e sustentável do solo para um grande retorno à sociedade e Luís Ramos de Lima (Agrowiser) apresentou como expectativa o aprendizado e a importância do trabalho em equipe entre os patrocinadores e a Federação.
    Alfonso Sleutjes encerrou a reunião com um planejamento de atividades da Federação para o ano de 2017 a fim de atender as demandas dos parceiros com iniciativas relacionadas à capacitação, produção de material sobre Sistema Plantio Direto e agricultura conservacionista, agenda de eventos com a participação da FEBRAPDP, entre outras.

    Fonte: Newsletter FEBRAPDP

  • MICROGEO® participa da Expodireto Cotrijal e divulga a adubação biológica

    Entre os dias 06 e 10 de março, a MICROGEO® participou, na cidade de Não-Me-Toque (RS), da Expodireto Cotrijal 2017, a maior feira de agronegócio e cooperativismo da região Sul do País. Pela quinta vez no evento, a MICROGEO® expôs o programa de reestruturação do solo

    A empresa disponibilizou diversos recursos para que os visitantes conhecessem os benefícios proporcionados pelo MICROGEO®, um programa de reestruturação do solo, que é uma ferramenta para a agricultura sustentável.

    No local, foi montada uma biofábrica para demonstração das práticas de manejo da produção do Adubo Biológico. Outros recursos foram a demonstração de áreas de plantio com a aplicação do Adubo Biológico MICROGEO®, além de catálogos impressos, apresentações e todo o suporte dos profissionais da empresa.

    Com todo esse esforço, os visitantes da Expodireto Cotrijal puderam conhecer os múltiplos benefícios do programa de reestruturação do solo proporcionados pelo Adubo Biológico MICROGEO®.

    A MICROGEO® agradece a presença de todos os visitantes!

     

  • Matéria RPANEWS - Cana & Industria

    A expansão da mecanização das operações agrícolas trouxe como uma das principais consequências a compactação dos solos, que ao longo de muitos anos e em culturas perenes como a cana-de--açúcar, tem causado sequelas como dificuldade de enraizamento, baixa eficiência dos fertilizantes, baixa resistência à seca, aumento do ataque de pragas e doenças, o que leva, consequentemente, a queda na produtividade e aumento nos custos de produção.

    Um trabalho realizado pela Embrapa Cerrado junto a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), mostra que a monocultura favorece a redução da variabilidade microbiana dos solos, alterando sua estrutura física e gerando a compactação mesmo em culturas onde se realiza métodos mais conservacionistas como o plantio direto. Para se ter ideia do impacto, a cada cinco anos de sistema convencional de plantio direto, perde-se 70% da biodiversidade microbiana do solo.

    Muitas têm sido as estratégias para corrigir os efeitos causados pela compactação, dentre elas, podemos destacar o preparo profundo de solo, a canteiriza-ção dos canaviais, o plantio em espaçamento alternado e o preparo reduzido de solo. Além disso, há diversas operações voltadas para a descompactação do solo mecanicamente. Assim, os produtores que optam pelo preparo de solo convencional ou com eliminador mecânico de soqueira gastam, de acordo com dados da RPA Consultoria, pelo menos R$ 139/ha com grade e mais R$ 163/ha com subsolagem. Já nos tratos de cana soca convencional se gasta ao redor de R$ 170/ha com a operação de cultivo com a finalidade de reduzir a compactação.
     
    No entanto, gastos desnecessários com métodos para se descompactar o solo
    podem ser eliminados por meio da adubação biológica, uma das práticas conservacionistas que atua diretamente em uma das causas da compactação do solo, repondo a biodiversidade característica do ambiente e recuperando boa parte dos processos naturais com a reestruturação do solo. Isto é o que afirma Kauê Ferreira, coordenador técnico da Microbiol, empresa desenvolvedora da tecnologia Microgeo, uma ferramenta para a produção do adubo biológico. “A adubação biológica tem efeitos cumulativos. A produtividade da cultura tende a chegar cada vez mais perto do seu potencial produtivo à medida que o solo vai recebendo microrganismos benéficos. Além de ganhos de produtividade de até 12 t/ha, produtores que têm feito uso contínuo de adubo biológico em cana têm conseguido reduzir a aplicação de fertilizantes minerais e amenizar a compactação dos solos tecnologia agrícola que reconstroem o solo, tornando-o mais vivo e reestruturado.”

    REESTRUTURAÇÃO DO SOLO

    Antes de tudo é preciso entender o processo de reestruturação dos solos, que se dá pela transformação da matéria orgânica em substâncias estruturais e pode ser dividida em três partes. A biológica, que refere-se à inserção de microrganismos em diversidade e volume adaptados a cada tipo de solo e ambiente. Neste processo o solo se torna mais biodiverso e ocorre a redução da pressão de pragas e doenças devido à quebra da predominância de poucas espécies. A reestruturação física que se refere ao aumento da atividade de processamento de matérias orgânicas que apresentam como função a transformação de matérias orgânicas brutas em matérias orgânicas estruturais. Neste processo ocorre o aumento da macroporosidade e redução da densidade do solo.

    “Os micro-organismos do solo atuam em dois ambientes, na matéria orgânica (MO) de cadeias complexas, como a lignina, que se encontra distribuída no perfil superficial do solo, e na rizosfera onde atuam em matérias orgânicas de cadeia mais simples, como os açúcares exsudados pelas
    raízes. Ao longo do tempo, as matérias orgânicas estruturais reconfiguram a estrutura física do solo através da agregação, aumentando a macroporosidade e reduzindo a densidade do solo”, detalha Ferreira.

    Já a reestruturação química se dá em duas etapas: a direta, que ocorre pelo aumento da disponibilização de nutrientes provenientes da matéria orgânica pela imobilização e posterior mineralização, e de maneira indireta pelo aumento do volume do solo, que favorece o enraizamento das plantas e reduz a concentração dos nutrientes na solução do solo.

    Esta reestruturação é o que propõe a tecnologia Microgeo, um componente balanceado que alimenta os micro-organismos do conteúdo ruminal bovino em Compostagem Líquida Contínua produzindo um adubo biológico capaz de promover a recuperação do solo e otimizar insumos agrícolas e fatores de produção.

    Diferentemente da operação de descompactação mecânica do solo, na qual é realizada a quebra das camadas compactadas com o uso de subsoladores e grades, a reestruturação biológica é o processo de recuperação por meio de micro-organismos dos agregados do solo.

    “Normalmente os micro-organismos produzem ácidos orgânicos que colam os grumos do solo formando os agregados. Inicialmente, este processo ocorre superficialmente, mas, ao longo do tempo e com o uso do Microgeo, este efeito tende a atingir as áreas compactadas em um processo progressivo de reestruturação”, adiciona Ferreira.

    O solo reestruturado e descompactado permite que as plantas tenham um melhor enraizamento, havendo maior eficiência dos fertilizantes juntamente com aumento da retenção de água, aumento da CAD (Capacidade de Água Disponível) do solo e redução da pressão de doenças de solo e pragas. Ferreira elenca outros benefícios da tecnologia para o produtor de cana:
    - Tem ação progressiva e que se potencializa nos tratamentos sucessivos;
    - Tem baixo custo de aquisição, pois através da biofábrica de adubo, pode ser produzido dentro da própria unidade, o que no final apresenta baixo custo de
    tratamento
    - Por ser biológico, não impacta na eficácia e nem na eficiência de outros produtos químicos;
    - E traz aumento da biomassa biológica do solo;

    PRODUTIVIDADE E DESCOMPACTAÇÃO

    Segundo Ferreira, amostras de canaviais de regiões do Estado de São Paulo e Minas Gerais mostraram ganhos significativos em produtividade e redução na compactação dos solos. “Na Fazenda Ibiporã, na cidade de Guararapes, SP, a aplicação do produto na variedade CTC 04 mostrou, em primeiro corte, um incremento de 24,57 t/ha. Na propriedade Estância Ocean Furlani, localizada em Pederneiras, SP, foi analisado um ganho de 10 t/ha na cana de variedade SP 801816 de terceiro corte. Na fazenda Monte Alto Estancia Vale do Sol, de Iturama, MG, os ganhos chegaram a 12,74 t/ha na variedade CTC 15 de terceiro corte. E na Fazenda Lagoa Seca, localizada em Lençóis Paulista, SP, a cana de variedade RB 867515 de segundo corte chegou a ter um aumento de 9,87 t/ha”, afirma Ferreira.

    O produtor Hamilton Rossetto, de Lençóis Paulista, SP, faz o uso da tecnologia desde 2014 e afirma ter observado aumento de 8% na produtividade dos canaviais de terceiro corte. “Aplicamos o produto em aproximadamente 3,5 mil ha durante estes dois anos, utilizando 7,5 kg /ha no plantio e nos tratos culturais da soqueira. Ainda é cedo para fazermos uma avaliação exata do potencial do produto, mas diante do que foi alcançado já estamos programando aumentar a aplicação em 2016 para 4 mil ha.

    Jose Tadeu Coletti, produtor da fazenda Monte Alto Estancia Vale do Sol, conta que iniciou o teste com o produto em uma pequena área de plantio ainda em 2007 e foi expandindo a tecnologia também em cana soca, acelerando ano a ano, até chegar ao manejo atual de 700 ha/ano, divididos entre 100 ha de cana planta e 600 ha de cana soca. “A proposta da adubação biológica, através o uso de Microgeo, tem sido fornecer ao solo e planta uma contribuição expressiva no sentido de se incrementar o microbioma, responsável pela maior solubilização do fósforo e pela absorção dos demais nutrientes como um todo. A aplicação repetida da tecnologia permitiu-nos uma redução de fertilizantes minerais, particularmente em soca, oscilando entre 15% e 20%, sempre em obediência a critérios técnicos e em harmonia com o potencial dos diferentes ambientes de produção. A melhor indicação dos resultados da tecnologia está na estabilidade de canaviais seguidamente tratados com o adubo biológico. Em trabalho recente, acompanhado sob agricultura de precisão, contabilizou-se um diferencial positivo favorável ao emprego da tecnologia, com a cifra de 12 t/ha em canavial de terceiro corte”, afirma o produtor.

    Outro benefício que, segundo ele, deve ser destacado, diz respeito a melhor estruturação dos solos tratados com Microgeo. “Foi notória a maior resistência à seca por glebas tratadas nos períodos de longa estiagem, o que também se comprovou no estudo colhido em 2015. Os níveis de compactação estiveram sempre inferiores nas áreas que receberam o adubo.”

    As aplicações na propriedade de Coletti se harmonizam com as atividades convencionais, tais como inseticida de cobrição no plantio, o herbicida do quebra-lombo e o controle da planta daninha na cana soca. Na verdade, o veículo das caldas passa a ser o produto compostado com Microgeo, sempre na vazão de 300 l/ha. “Na cultura da cana-de-açúcar são mais que expressivos os resultados positivos na produtividade agrícola promovidos pelo uso de organominerais através do emprego dos resíduos fabris, como torta de filtro e vinhaça. Indiscutivelmente, tudo o que concorre para incrementar a atividade microbiológica do solo contribui sempre para o melhor aproveitamento dos nutrientes oferecidos à cultura. E nesta linha se situa a tecnologia Microgeo. É um novo tempo na agricultura. É preciso ser sustentável!”, enaltece Coletti.

    AUTOPRODUÇÃO

    Assim como outros resíduos da produção de etanol e açúcar podem ser reutilizados e transformados em fertilizantes para aplicação em cana, o adubo biológico também pode ser produzindo com resíduos animais dentro da própria usina ou fazenda.

    De acordo com Ferreira, para o processo de produção deste adubo, que passa por uma Compostagem Líquida Contínua em uma biofábrica, os componentes que serão necessá- ruminante/conteúdo ruminal e o Microgeo.A função do esterco de ruminantes/conteúdo ruminal é fornecer a primeira comunidade microbiana para o adubo biológico e a função do Microgeo é multiplicar os micro-organismos.

    “O volume de esterco/conteúdo ruminal que é adicionado na biofábrica é de 15% do volume total e o Microgeo inicial é de 5% em Kg do volume total de água. Após a montagem para uso após 15 dias. E sua utilização pode ser feita de duas maneiras, semanal ou diária. A aplicação semanal é feita retirando-se 70% do volume da biofábrica. É importante lembrar que após a retirada deve-se repor 2,5% de Microgeo referente ao volume retirado mais água e aguardar uma semana para poder retirar novamente. Para a utilização diária, deve-se retirar 10% do volume da biofábrica e repor 2,5% de Microgeo referente ao volume retirado mais água. Neste processo já é possível, no dia seguinte, utilizar o adubo biológico novamente”, detalha.

  • Reestruturação do solo com Adubo Biológico

     

    A expansão da mecanização das operações agrícolas trouxe como uma das principais consequências a compactação dos solos, que ao longo de muitos anos e em culturas perenes como a cana-de-açúcar, tem causado sequelas como dificuldade de enraizamento, baixa eficiência dos fertilizantes, baixa resistência à seca, aumento do ataque de pragas e doenças, o que leva, consequentemente, a queda na produtividade e aumento nos custos de produção.

    Um trabalho realizado pela Embrapa Cerrado junto a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), mostra que a monocultura favorece a redução da variabilidade microbiana dos solos, alterando sua estrutura física e gerando a compactação mesmo em culturas onde se realiza métodos mais conservacionistas como o plantio direto. Para se ter ideia do impacto, a cada cinco anos de sistema convencional de plantio direto, perde-se 70% da biodiversidade microbiana do solo.

    Muitas têm sido as estratégias para corrigir os efeitos causados pela compactação, dentre elas, podemos destacar o preparo profundo de solo, a canteirização dos canaviais, o plantio em espaçamento alternado e o preparo reduzido de solo. Além disso, há diversas operações voltadas para a descompactação do solo mecanicamente. Assim, os produtores que optam pelo preparo de solo convencional ou com eliminador mecânico de soqueira gastam, de acordo com dados da RPA Consultoria, pelo menos R$ 139/ha com grade e mais R$ 163/ha com subsolagem. Já nos tratos de cana soca convencional se gasta ao redor de R$ 170/ha com a operação de cultivo com a finalidade de reduzir a compactação.

    No entanto, gastos desnecessários com métodos para se descompactar o solo podem ser eliminados por meio da adubação biológica, uma das práticas conservacionistas que atua diretamente em uma das causas da compactação do solo, repondo a biodiversidade característica do ambiente e recuperando boa parte dos processos naturais com a reestruturação do solo. Isto é o que afirma Kauê Ferreira, coordenador técnico da Microbiol, empresa desenvolvedora da tecnologia Microgeo, uma ferramenta para a produção do adubo biológico. “A adubação biológica tem efeitos cumulativos. A produtividade da cultura tende a chegar cada vez mais perto do seu potencial produtivo à medida que o solo vai recebendo microrganismos benéficos que reconstroem o solo, tornando-o mais vivo e reestruturado.”

     

    REESTRUTURAÇÃO DO SOLO

    Antes de tudo é preciso entender o processo de reestruturação dos solos, que se dá pela transformação da matéria orgânica em substâncias estruturais e pode ser dividida em três partes. A biológica, que refere-se à inserção de microrganismos em diversidade e volume adaptados a cada tipo de solo e ambiente. Neste processo o solo se torna mais biodiverso e ocorre a redução da pressão de pragas e doenças devido à quebra da predominância de poucas espécies. A reestruturação física que se refere ao aumento da atividade de processamento de matérias orgânicas que apresentam como função a transformação de matérias orgânicas brutas em matérias orgânicas estruturais. Neste processo ocorre o aumento da macroporosidade e redução da densidade do solo.

    “Os micro-organismos do solo atuam em dois ambientes, na matéria orgânica (MO) de cadeias complexas, como a lignina, que se encontra distribuída no perfil superficial do solo, e na rizosfera onde atuam em matérias orgânicas de cadeia mais simples, como os açúcares exsudados pelas raízes. Ao longo do tempo, as matérias orgânicas estruturais reconfiguram a estrutura física do solo através da agregação, aumentando a macroporosidade e reduzindo a densidade do solo”, detalha Ferreira.

    Já a reestruturação química se dá em duas etapas: a direta, que ocorre pelo aumento da disponibilização de nutrientes provenientes da matéria orgânica pela imobilização e posterior mineralização, e de maneira indireta pelo aumento do volume do solo, que favorece o enraizamento das plantas e reduz a concentração dos nutrientes na solução do solo.

    Esta reestruturação é o que propõe a tecnologia Microgeo, um componente balanceado que alimenta os micro-organismos do conteúdo ruminal bovino em Compostagem Líquida Contínua produzindo um adubo biológico capaz de promover a recuperação do solo e otimizar insumos agrícolas e fatores de produção.

    Diferentemente da operação de descompactação mecânica do solo, na qual é realizada a quebra das camadas compactadas com o uso de subsoladores e grades, a reestruturação biológica é o processo de recuperação por meio de micro-organismos dos agregados do solo.

    “Normalmente os micro-organismos produzem ácidos orgânicos que colam os grumos do solo formando os agregados. Inicialmente, este processo ocorre superficialmente, mas, ao longo do tempo e com o uso do Microgeo, este efeito tende a atingir as áreas compactadas em um processo progressivo de reestruturação”, adiciona Ferreira.

    O solo reestruturado e descompactado permite que as plantas tenham um melhor enraizamento, havendo maior eficiência dos fertilizantes juntamente com aumento da retenção de água, aumento da CAD (Capacidade de Água Disponível) do solo e redução da pressão de doenças de solo e pragas. Ferreira elenca outros benefícios da tecnologia para o produtor de cana:

    - Tem ação progressiva e que se potencializa nos tratamentos sucessivos;

    - Tem baixo custo de aquisição, pois através da biofábrica de adubo, pode ser produzido dentro da própria unidade, o que no final apresenta baixo custo de tratamento;

    - Por ser biológico, não impacta na eficácia e nem na eficiência de outros produtos químicos;

    - E traz aumento da biomassa biológica do solo;

     

    PRODUTIVIDADE E DESCOMPACTAÇÃO

    Segundo Ferreira, amostras de canaviais de regiões do Estado de São Paulo e Minas Gerais mostraram ganhos significativos em produtividade e redução na compactação dos solos. “Na FazendaIbiporã, na cidade de Guararapes, SP, a aplicação do produto na variedade CTC 04 mostrou, em primeiro corte, um incremento de 24,57 t/ha. Na propriedade Estância Ocean Furlani, localizada em Pederneiras, SP, foi analisado um ganho de 10 t/ha na cana de variedade SP 801816 de terceiro corte. Na fazenda Monte Alto Estancia Vale do Sol, de Iturama, MG, os ganhos chegaram a 12,74 t/ha na variedade CTC 15 de terceiro corte. E na Fazenda Lagoa Seca, localizada em Lençóis Paulista, SP, a cana de variedade RB 867515 de segundo corte chegou a ter um aumento de 9,87 t/ha”, afirma Ferreira.

    O produtor Hamilton Rossetto, de Lençóis Paulista, SP, faz o uso da tecnologia desde 2014 e afirma ter observado aumento de 8% na produtividade dos canaviais de terceiro corte. “Aplicamos o produto em aproximadamente 3,5 mil ha durante estes dois anos, utilizando 7,5 kg /ha no plantio e nos tratos culturais da soqueira. Ainda é cedo para fazermos uma avaliação exata do potencial do produto, mas diante do que foi alcançado já estamos programando aumentar a aplicação em 2016 para 4 mil ha.

    Jose Tadeu Coletti, produtor da fazenda Monte Alto Estancia Vale do Sol, conta que iniciou o teste com o produto em uma pequena área de plantio ainda em 2007 e foi expandindo a tecnologia também em cana soca, acelerando ano a ano, até chegar ao manejo atual de 700 ha/ano, divididos entre 100 ha de cana planta e 600 ha de cana soca.

    “A proposta da adubação biológica, através o uso de Microgeo, tem sido fornecer ao solo e planta uma contribuição expressiva no sentido de se incrementar o microbioma, responsável pela maior solubilização do fósforo e pela absorção dos demais nutrientes como um todo. A aplicação repetida da tecnologia permitiu-nos uma redução de fertilizantes minerais, particularmente em soca, oscilando entre 15% e 20%, sempre em obediência a critérios técnicos e em harmonia com o potencial dos diferentes ambientes de produção. A melhor indicação dos resultados da tecnologia está na estabilidade de canaviais seguidamente tratados com o adubo biológico. Em trabalho recente, acompanhado sob agricultura de precisão, contabilizou-se um diferencial positivo favorável ao emprego da tecnologia, com a cifra de 12 t/ha em canavial de terceiro corte”, afirma o produtor.

    Outro benefício que, segundo ele, deve ser destacado, diz respeito a melhor estruturação dos solos tratados com Microgeo. “Foi notória a maior resistência à seca por glebas tratadas nos períodos de longa estiagem, o que também se comprovou no estudo colhido em 2015. Os níveis de compactação estiveram sempre inferiores nas áreas que receberam o adubo.”

    As aplicações na propriedade de Coletti se harmonizam com as atividades convencionais, tais como inseticida de cobrição no plantio, o herbicida do quebra-lombo e o controle da planta daninha na cana soca. Na verdade, o veículo das caldas passa a ser o produto compostado com Microgeo, sempre na vazão de 300 l/ha.

    “Na cultura da cana-de-açúcar são mais que expressivos os resultados positivos na produtividade agrícola promovidos pelo uso de organominerais através do emprego dos resíduos fabris, como torta de filtro e vinhaça. Indiscutivelmente, tudo o que concorre para incrementar a atividade microbiológica do solo contribui sempre para o melhor aproveitamento dos nutrientes oferecidos à cultura. E nesta linha se situa a tecnologia Microgeo. É um novo tempo na agricultura. É preciso ser sustentável!”, enaltece Coletti.

    AUTOPRODUÇÃO

    Assim como outros resíduos da produção de etanol e açúcar podem ser reutilizados e transformados em fertilizantes para aplicação em cana, o adubo biológico também pode ser produzindo com resíduos animais dentro da própria usina ou fazenda.

    De acordo com Ferreira, para o processo de produção deste adubo, que passa por uma Compostagem Líquida Contínua em uma biofábrica, os componentes que serão necessários são: um tanque, água, filtro, esterco de ruminante/conteúdo ruminal e o Microgeo. A função do esterco de ruminantes/conteúdo ruminal é fornecer a primeira comunidade microbiana para o adubo biológico e a função do Microgeo é multiplicar os micro-organismos.

    “O volume de esterco/conteúdo ruminal que é adicionado na biofábrica é de 15% do volume total e o Microgeo inicial é de 5% em Kg do volume total de água. Após a montagem da biofábrica o adubo biológico fica pronto para uso após 15 dias. E sua utilização pode ser feita de duas maneiras, semanal ou diária. A aplicação semanal é feita retirando-se 70% do volume da biofábrica. É importante lembrar que após a retirada deve-se repor 2,5% de Microgeo referente ao volume retirado mais água e aguardar uma semana para poder retirar novamente. Para a utilização diária, deve-se retirar 10% do volume da biofábrica e repor 2,5% de Microgeo referente ao volume retirado mais água. Neste processo já é possível, no dia seguinte, utilizar o adubo biológico novamente”, detalha.

    Além de ganhos de produtividade de até 12 t/ha, produtores que têm feito uso contínuo de adubo biológico em cana têm conseguido reduzir a aplicação de fertilizantes minerais e amenizar a compactação dos solos

     

    DICAS PARA PRODUZIR SEU PRÓPRIO ADUBO BIOLÓGICO

    • Para a produção da biofábrica use PVC, fibra de vidro, metálico ou alvenaria. O tamanho do tanque não influi no custo de produção e manutenção do adubo biológico.

    • Instale o tanque em área ensolarada, próximo ao ponto de abastecimento de água, mantendo o mesmo sempre descoberto. É importante que o tanque receba luz solar direta.

    • Instale dentro da biofábrica um pré-filtro que terá a função de coar as partículas em suspensão.

    • Coe o adubo biológico com uma peneira na entrada do tanque pulverizador.

    • Instale um registro no cano de abastecimento de água da biofábrica para manter o nível do mesmo.

    • E agite a biofábrica duas vezes por semana ou sempre que adicionar o Microgeo no mesmo.



    Fonte:revistarpanews.com.br/index.php/publi/item/440-agricola-reestruturacao
  • Cuidados com o solo melhoram o crescimento da soja

    Segundo José Erasmo Soares, sócio fundador do Comitê Estratégico Soja Brasil, o erro mais comum dos produtores brasileiros é pensar em usar tecnologia para tratar a soja depois que ela nasceu, na verdade o que limita a produtividade da soja é o problema de solo, as vezes compactação, as vezes teor alto de alumínio ou baixo de cálcio na subsuperfície. Então, se corrigir esses problemas já é o primeiro passo para aumentar bastante a produtividade.

    Acompanhe a matéria completa: http://www.cesbrasil.org.br/cuidados-com-o-solo-melhoram-o-crescimento-da-loja/

    Fonte: http://www.cesbrasil.org.br

  • Confira a última Newsletter FEBRAPDP

  • Livro lançado por professores da Esalq sobre Microbiologia do Solo

    A segunda edição do livro “Microbiologia do Solo”, editado por Elke Jurandy Bran Nogueira Cardoso e Fernando Dini Andreote, docentes do Departamento de Ciência do Solo da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq) foi lançada no final de dezembro do ano passado.

    O livro trata da vida no solo e faz uma interface entre suas características e o funcionamento das plantas, dando base à melhor utilização dos componentes da Biologia do Solo para a busca de uma agricultura mais produtiva e sustentável.

    Veja no capítulo 3 - Ecologia Microbiana, dos autores Elisa Rabelo Matos, Ademir Durrer e Fernando Dini Andreote, na página 42 a citação sobre a adubação biológica como prática conservacionista do solo, assim como a rotação de cultura e o plantio direto.

     

    Para acessar o livro, clique aqui.

     

    Fonte: usp.com.br

     

     

  • Solo corrigido é a base para se atingir 122,99 sacas de soja por hectare, afirma agricultora de SP

    Creio que o solo corrigido é a base para se alcançar altas produtividades. Esse foi o fator fundamental na minha área de teste, equivalente a 10 hectares, que somou 122,99 sacas por hectare. A afirmação é da agricultora e mestre pela Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tokio (Nokodai), que registrou a maior produtividade de soja da região Sudeste do País no último ciclo, Elizana Baldissera Paranhos, de Capão Bonito (SP). Na região, ela venceu o Desafio de Máxima Produtividade da Soja, realizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), que está com as inscrições abertas até 15 de janeiro de 2016.

    “A alta produtividade alcançada se deu devido a vários fatores, incluindo material com alto potencial produtivo, rotação de culturas, plantio direto em palhada de trigo, uso de adubação foliar, visando melhor pegamento de flores, melhor sanidade e enchimento de grãos, manejo fitossanitário no tempo ideal e, principalmente, o solo que estava bem estruturado”, destaca Elizana.

    Para atingir a terceira maior produtividade do Brasil, Elizana, que administra as propriedades da família há 11 anos, teve de driblar o veranico, com técnicas que não deixaram as plantas sentirem a seca devido ao sistema radicular bem desenvolvido. “Nesta área, em que atingimos produtividade expressiva, podemos observar as estratégias que deram certo, e expandirmos para a área comercial na atual safra. A visita de um auditor colabora com a avaliação do nosso trabalho e esse é o grande objetivo em participar do Desafio de Máxima Produtividade da Soja, policiar-se mais”, pontua.

    Como prêmio pela alta produtividade, ela e o consultor técnico de 22 anos, João Paulo de Sá Dantas, fizeram uma visita técnica às plantações dos Estados Unidos e voltaram ainda mais instigados a se superarem. “Participar do CESB nos faz pensar em algo diferente, em ajustes finos que possam fazer a planta expressar seu potencial máximo e para mim é um bom parâmetro, pois avalio quais práticas podem ser aplicadas em área comercial”.

    O consultor técnico também quer expandir a eficiência da lavoura e suas chances de vencer o Desafio do CESB. Para alcançar seus objetivos, Dantas aplicará as técnicas que renderam 122,99 sacas por hectare, em cerca de 30% da lavoura comercial e, além desta, fará inscrição com outros agricultores de Goiás, Bahia, Pará e Tocantins. “Manejo fitossanitário intenso, rotação de culturas com o trigo, correção física, química e biológica do solo, foram algumas das ações que extraíram o potencial de produtividade no interior de São Paulo. Para as demais áreas, outras estratégias serão usadas, variando de acordo com o potencial de cada uma”, conta Dantas.

    Segundo o diretor presidente da Jacto e conselheiro do CESB, Fernando Gonçalves, o Comitê tem uma missão nobre de reunir todos os envolvidos na cadeia da soja em prol de maior rentabilidade e produtividade. “O agricultor tem um laboratório em suas mãos, e a iniciativa do CESB carrega uma tarefa social, muito relevante, de fazer com que ele reaprenda isso constantemente, além de mostrar o real valor do homem do campo”, finaliza Gonçalves.

    Sobre o CESB

    O CESB é uma organização formada por profissionais e pesquisadores de diversas áreas ligadas à sojicultura, que se uniram para trabalhar estrategicamente e utilizar os conhecimentos adquiridos nas suas respectivas carreiras e vivências, em prol da produtividade brasileira. Por meio do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, o CESB, tem como finalidade, contribuir diretamente com o rendimento das lavouras brasileiras, selecionando e divulgando técnicas viáveis, que possam ser aplicadas em grande escala, com foco na máxima produtividade.

    Atualmente, o CESB é composto por 17 Membros e doze entidades patrocinadoras: Syngenta, BASF, Bayer, TMG, Monsanto, Sementes Adriana, Agrichem, UPL do Brasil, Stoller, Produquimica, Jacto, Instituto Phytus, Mosaic e Aprosoja MT.

    O Comitê é qualificado como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP)*, nos termos da Lei n° 9.790, de 23 de março de 1999, conforme decisão proferida pelo Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União de 04 de dezembro de 2009.

     

    Fonte: http://www.grupocultivar.com.br/

  • Agronegócio precisa de agrônomos preparados para serem líderes no campo

    Mercado precisa de profissionais das ciências agrárias com habilidades para gerir negócios e comandar equipes

    Por Naiara Araújo (naiara@sfarming.com.br)

    O agronegócio está prosperando e foi o único setor da economia brasileira que registrou crescimento no ano passado. Porém, para que as fazendas, empresas e indústrias do campo continuem crescendo, é necessário que elas tenham no comando profissionais com visão empreendedora, capazes de gerir negócios. E isso ainda está em falta.

     Professores e profissionais do setor alegam que os cursos de Agronomia, Zootecnia e áreas correlatas formam profissionais que dominam o conteúdo técnico, mas há deficiência na capacidade de solucionar problemas e ter um perfil de gestor. De acordo com o professor Fernando Peres, da Esalq/USP, a ênfase na formação de profissionais de Ciências Agrárias para trabalharem na extensão pública ou privada fez com que fosse deixada de lado a formação de empresários rurais. “Praticamente não oferecemos preparação nenhuma para o indivíduo se tornar empresário. Acho que precisamos incorporar essa dimensão na formação do profissional de ciências agrárias e o agronegócio brasileiro precisa desesperadamente de profissionais com esta capacidade.”

    De acordo com Juan Lebron, superintendente de marketing da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) e consultor administrativo das Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu), as faculdades não têm formado profissionais que atendem as exigências do mercado atual. “Nós vamos atacar o problema na raiz e vamos formar esses profissionais juntos”, diz Lebron.

     

    Mudança curricular

    A Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba) é uma das primeiras que está repensando o seu sistema de ensino e pretende mudar a sua grade curricular, com o objetivo de formar líderes e empresários preparados para atuar nas agroindústrias e no campo.

    Para que a mudança seja possível, a Fazu terá o apoio da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) e ainda prevê parcerias com empresas privadas para ouvir o que o mercado deseja, o que pode incluir a criação de disciplinas relacionadas à gestão e liderança. A Fazu também vai consultar profissionais das áreas de educação e ciências agrárias das principais entidades brasileiras, como Embrapa, Senar e Esalq/USP.

     

    Estudantes vão passar mais tempo no campo

    Uma das ações previstas pela Fazu é explorar cada vez mais a Fazenda Escola, área de 200 hectares anexa ao campus da Fazu, que abriga lavouras, pastagens, bovinos, caprinos e outras espécies de animais. Segundo Alexandre Bizinoto, supervisor acadêmico da Fazu, com maior vivência no campo, os alunos terão a oportunidade de entrar em contato com diferentes setores agropecuários ainda dentro da faculdade.

    Outra ação é a junção de outras disciplinas como biologia, matemática, ecologia, química e introdução à zootecnia com as atividades práticas. Segundo a Fazu, essas matérias passarão a usar dados coletados pelos alunos para relacionar o conteúdo teórico com as aplicações do dia a dia. “O projeto integrador, que leva os alunos com mais frequência para a fazenda, também deixa o estudante mais motivado”, afirma Bizinoto. Segundo informações da instituição, o plano é se reorganizar até 2020.

     

    Fonte: http://sfagro.uol.com.br/

  • Fatores decisivos para se obter produtividade de soja acima de 4.200 kg/ha

    2 de janeiro de 2017 8674
    Publicação do CESB (CIRCULAR TÉCNICA 02, de novembro de 2016) destaca fatores decisivos para se obter produtividade de soja acima de 4.200 kg/ha.

    Trabalho foi realizado pela Rede de Pesquisa do CESB com a participação das seguintes Instituições de Pesquisa: ESALQ, UFMT, UFPR, SNP consultoria, Ceres Consultoria, Rehagro, Dantas Consultoria e os departamentos técnicos da BASF, PRODUQUIMICA, AGRICHEM e BAYER.

    Na safra 2014/15, segundo o IBGE, 55.559 municípios brasileiros participaram da produção nacional de soja, mas apenas 9 municípios obtiveram produtividades maiores do que 4.200 sc/ha.

    A produtividade é o resultado da resposta das culturas a um conjunto de variáveis agrícolas. Com o objetivo de identificar as principais variáveis que podem afetar a produtividade de soja, foi realizado na safra 2015/16 um estudo exploratório e multidisciplinar para avaliar os fatores críticos importantes para se obter produtividades maiores que 4.200 kg/ha ou seja 70 sc/ha.

    Nesse estudo foram avaliadas 47 áreas agrícolas nos estados de GO, MG, MT, PR, RG e SP. As produtividades variaram de 30 a 110 sc/ha, com 23 locais expressando produtividades acima de 70 sc/ha (49% do total avaliado).

    Cinco fatores agronômicos se destacaram para na obtenção de produtividades maiores que 70 sc/ha:

    1) impedimento físico do solo até 40 cm de profundidade (0,9 a 1,7 MPa de resistência do solo avaliado na capacidade de campo);

    2) disponibilidade de Ca e Mg em profundidade no solo (29,7 a 43,2 mmolc/dm3 de Ca a 0-20cm e 13,2 a 18,0 mmolc/dm3 de Mg na camada de 0 a 20 cm);

    3) fertilidade do solo na camada de 0 – 20 cm – teores de potássio (2,5 a 4,1 mmolc /dm3 ), boro (0,7 a 1,0 mg/dm3 ), cobre (1,3 a 3,4 mg/dm3 );

    4) manejo fitossanitário adequado;

    5) distribuição de plantas por área (associação do número de sementes por metro e espaçamento entrelinhas).

     

    Autores: Henry Sako; Marcelo Alves; Milton Ferreira Moraes, Wilson Wagner Ribeiro Teixeira, Rodrigo de Oliveira Lima; Ernesto Akira Shiozak

    Para maiores informações sobre ferramentas para obter maiores produtividades em soja, acesse a página do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB BRASIL) no link: http://www.cesbrasil.org.br/

    Fonte: CIRCULAR TÉCNICA 2, novembro de 2016